Depoimento da professora da UFSC, Bernardete Aued, que pautou praticamente toda sua vida acadêmica no estudo sobre questões do campo. Foi pioneira na pesquisa das Ligas Camponesas no nordeste brasileiro e, depois, de volta para Santa Catarina, seguiu vinculada aos movimentos sociais e à questão agrária, focando seu doutorado na Sociologia Rural. Como professora criou disciplina que provocou o encontro entre estudantes e acampados/assentados do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra. Na direção da Apufsc estreitou ainda mais os laços com o MST e foi uma das grandes incentivadoras da relação UFSC/MST.
Depoimento da jornalista Elaine Tavares, que atua junto ao MST desde 1986. Ela foi uma das primeiras estudantes da UFSC a realizar um trabalho de graduação tendo o MST como tema. Seu projeto final no Curso de Jornalismo, em 1990, foi um relato sobre a caminhada das famílias que ocuparam a Fazenda Annoni, em 1985, no Rio Grande do Sul. Um acampamento de 1.500 barracos e seis mil pessoas. “Sem-Terra em Annoni – memórias de uma reportagem” foi o título do trabalho que depois virou livro com o nome: “Porque é preciso romper as cercas – Do MST ao jornalismo de libertação”, publicado em 2008.
Entrevista com a professora do Serviço Social/UFSC, Teresa Kleba Lisboa. Ela foi uma das primeiras professoras na UFSC a se dedicar à pesquisa do MST em Santa Catarina. Seu mestrado na Sociologia Política/UFSC rendeu trabalho que é referência até hoje, “O Movimento dos Sem Terra do oeste catarinense – um novo movimento social”, defendido em 1987.
Depoimento de Marioni Santin, que era professora concursada quando da primeira ocupação em 1985. Não titubeou e seguiu no caminhão rumo à terra sonhada. Foi quando encontrou também o amor. Ela conta da ocupação e de toda sua luta para se manter na educação, como professora, junto aos assentados.