Sobre o Monumento

Monumento Pontes de Esperança

Atravessando 40 anos de projetos colaborativos entre a UFSC, UDESC, MST-SC e movimentos sociais e culturais de grande Florianópolis para nutrir futuros sustentáveis, o Projeto Pontes de Esperança objetivou em 2025 a construção coletiva de um monumento poético de celebração, formação e transformação ecosocial, inspirado pelo projeto agroecológico do Movimento Sem Terra.

Projeto EcoPedagógico através da Artes

A partir de pequenas rodas de escuta e experimento em 06 oficinas de EcoPedagogia através das Artes, realizadas nas escolas agroecológicas nos primeiros assentamentos em Fraiburgo e Abelardo Luz e na UFSC e na UDESC, coordenadas pelo Instituto Transformance, idealizamos a proposta coletiva de uma instalação pública no local da Concha Acústica, silente desde a pandemia, na Praça de Cidadania, na UFSC.

Ao longo de Maio-Junho de 2026, a Concha Acústica foi transformada para abraçar um ‘espiral de tempo’, acolhido por uma ‘parede de cura’, um viveiro de plantas medicinais doadas pelas colaboradoras no projeto.

Nesse espiral do movimento de tantas narrativas populares das lutas pela justiça e pelo cuidado da Mãe Natureza, simbolizadas por pegadas de povos e comunidades ao longo da história, inserimos 14 ‘cápsulas de diálogo’ entre ‘objetos íntimos’, símbolos doados por pessoas dos quatro territórios do projeto, capazes de narrarem e celebrarem, juntos, décadas de colaboração, e abordarem questões inéditas da época atual de colapso múltiplo e civilizatório.

Em movimento ‘contra relógio’, o espiral se tornou um ‘monumento horizontal’, um símbolo épico, capaz de inspirar curiosidade, reflexão, diálogo, cuidado, e cura.

As 14 ‘cápsulas de diálogo’ se complementam com mais 02 cápsulas celebrativas, atrás da ‘Parede de Cura’: uma guarda a memória da Concha; a outra presencia as escolas dos assentamentos de Vitória de Conquista e de Abelardo Luz, territórios que acolheram oficinas do projeto e inspiram sua continuidade.

Assim, o monumento procura encantar, iluminar, celebrar e abrir a imaginação de cada visitante ao transformar o limite existencial contemporâneo em um limiar decisivo pessoal e comunitário, na busca ancestral ao criar raízes num futuro sustentável.

Ouça o coordenador geral da obra de arte: Dan Baron